A semana que se iniciou no dia 16, marcando o começo da segunda quinzena de fevereiro, foi marcada pela queda nos preços do suíno vivo e também dos principais cortes da proteína no atacado.
Levantamento da consultoria Safras & Mercado aponta que o valor médio do quilo do suíno vivo no país recuou de R$ 6,73 para R$ 6,67 ao longo dos últimos dias, acompanhando o ritmo mais lento da demanda doméstica.
Fernando Henrique Iglesias, analista da empresa, pontua que o mercado suinícola brasileiro tem convivido com um início de 2026 tumultuado. “Há sintomas de excesso de oferta dentro do mercado brasileiro, o que, por sua vez, vai impactando negativamente nos preços, principalmente do suino vivo. Suíno abatido também apresentou quedas consistentes de preço no decorrer desse primeiro bimestre, o que gera uma preocupação adicional para o mercado”, diz.
Por outro lado, o especialista ressalta que as exportações da carne suína estão em ritmo satisfatório e que devem manter um ritmo acelerado de embarques, com destaque para as Filipinas e, principalmente, para o Japão, que vem expandindo suas compras ano após ano.
“O potencial brasileiro de exportação de carne suína é para mais um ano de recorde, com crescimento previsto de 5% a 7% no volume embarcado [em relação a 2025], com uma suinocultura que tem grandes condições de trabalhar o ano ainda no positivo, apesar desse começo de ano um pouquinho turbulento”, pondera.
Custo da ração
Iglesias considera que o criador não terá dificuldades em relação ao custo de dieta dos animais por conta da boa disponibilidade de milho e farelo de soja na atual temporada.
“De qualquer forma, o setor precisa cuidar em relação ao peso médio dos animais que estão sendo abatidos para que, de fato, nós vejamos uma evolução das margens setoriais. Quando nós analisamos sobre o prisma do custo, basicamente estamos convivendo com custos bastante controlados”, diz.
