
As exportações brasileiras de carne de frango in natura e processada cresceram 5,3% em volume em fevereiro, para 493,2 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), divulgados na última sexta-feira (6), em comunicado.
Trata-se do maior volume já registrado para meses de fevereiro, superando as 468,4 mil toneladas embarcadas em igual período do ano passado. O faturamento também foi recorde para o mês. A receita das exportações somou US$ 945,4 milhões, alta de 8,6% em relação aos US$ 870,4 milhões registrados em fevereiro de 2025.
Entre os principais destinos, a China reassumiu a liderança das compras, com 49,4 mil toneladas embarcadas em fevereiro, volume praticamente estável em relação ao mesmo mês do ano passado (-0,4%).
Na sequência, aparecem:
- Emirados Árabes Unidos: 44 mil toneladas (+13,4%);
- Japão: 38,2 mil toneladas (+38%);
- Arábia Saudita: 33,8 mil toneladas (+7,3%);
- África do Sul: 31,3 mil toneladas (+27,6%);
- União Europeia: 30,1 mil toneladas (+46,3%); e
- Filipinas: 30 mil toneladas (+29,2%).
Também figuram entre os principais destinos Coreia do Sul, com 18,5 mil toneladas (+2,4%), México, com 15,8 mil toneladas (-24,3%), e Cingapura, com 15,4 mil toneladas (+20,1%).
Problemas superados
O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou que os embarques refletem a normalização do fluxo comercial após os impactos registrados no ano passado.
“Vimos em fevereiro a consolidação da retomada dos embarques para a China, nos mesmos patamares anteriormente praticados para este destino, comportamento também observado nas exportações para a União Europeia”, afirmou.
De acordo com ele, os efeitos comerciais do foco de influenza aviária registrado na produção comercial brasileira em maio de 2025 já foram superados. “Isso comprova a forte demanda internacional que há pela proteína animal do Brasil”, disse.
Santin acrescentou que o setor também busca alternativas logísticas para manter o fluxo de exportações para mercados afetados por tensões no Golfo do Oriente Médio.
Entre os estados exportadores, o Paraná manteve a liderança, com 211 mil toneladas embarcadas em fevereiro, crescimento de 13,3% na comparação anual. Em seguida aparecem Santa Catarina, com 104,6 mil toneladas (-1,9%), Rio Grande do Sul, com 61,1 mil toneladas (-12,5%), São Paulo, com 28,8 mil toneladas (+6,4%), e Goiás, com 24,5 mil toneladas (+19,4%).
Acumulado do primeiro bimestre
No acumulado do primeiro bimestre de 2026, os embarques brasileiros de carne de frango somaram 952,3 mil toneladas, alta de 4,5% em relação às 911,4 mil toneladas registradas no igual período de 2025.
A receita alcançou US$ 1,819 bilhão entre janeiro e fevereiro, avanço de 7,2% ante os US$ 1,696 bilhão registrados no primeiro bimestre do ano passado. Segundo a ABPA, trata-se do melhor desempenho já registrado para o período, tanto em volume quanto em faturamento.
A entidade também destacou a abertura do mercado das Ilhas Salomão para a carne de frango brasileira. De acordo com Santin, a habilitação amplia as oportunidades para o setor em um país com produção doméstica limitada e dependência de importações.
“A abertura deste mercado coloca o Brasil como alternativa sólida na parceria estratégica para o apoio à segurança alimentar deste país”, afirmou.
