SUPERAÇÃO

De três porcos a 100 mil leitões por ano: a trajetória da família Castro na suinocultura

Iniciada do zero no interior de Mato Grosso do Sul, a operação profissionalizou a gestão e agora consolida processo de sucessão familiar

A suinocultura moldou a história da família Castro ao longo de mais de três décadas. O que começou no início dos anos 1990 com apenas três porcos e um cachaço em uma pequena chácara, evoluiu para uma estrutura robusta com 3.300 matrizes produtivas, operando no sistema de integração com uma grande agroindústria.

Fernando Castro, natural de Mariápolis (SP), construiu sua trajetória em Mato Grosso do Sul. Sem origem rural, ele trabalhava como enrolador de motores quando decidiu investir na primeira propriedade. A criação inicial era rudimentar: o foco era a engorda dos animais para venda direta aos açougues locais.

De segunda a sexta, às 18h30, o Interligados está na tela do Canal Rural junto com o Rural Notícias. E toda sexta, às 11h30, tem episódio inédito do Vida no Campo!

A mudança decisiva ocorreu em 1994, com a chegada do sistema de integração na região. Na época, já com 23 matrizes, Fernando passou a atuar como produtor integrado. A partir desse marco, o crescimento foi gradual e acompanhou a expansão da suinocultura em solo sul-mato-grossense.

A cada ampliação, a atividade exigia maior profissionalização da porteira para dentro. De 250 matrizes, o projeto avançou para 600 e, posteriormente, ultrapassou a marca de mil fêmeas. Em 2008, a família aceitou um novo desafio: a implantação de uma unidade com 2.200 matrizes.

O investimento coincidiu com um momento de superação pessoal. Fernando recebeu o diagnóstico de um câncer de próstata justamente quando a nova granja começava a sair do papel. Mesmo diante da incerteza, o produtor decidiu manter o cronograma do projeto. “Se a gente desistisse naquele momento, poderia comprometer tudo o que já havia sido construído”, recorda. Com o apoio da esposa, Mirtes, a obra seguiu e consolidou o atual complexo produtivo.

Casados desde 1982, Fernando e Mirtes sempre conduziram a atividade em conjunto. Ela atuou diretamente na granja por anos, treinando equipes e organizando o setor administrativo. Atualmente, Mirtes acompanha de perto a gestão documental e as questões trabalhistas da propriedade.

A sucessão familiar foi construída naturalmente no dia a dia. O filho, Victor, assumiu a gestão produtiva, utilizando sistemas de controle e indicadores zootécnicos para monitorar o desempenho do plantel. Cíntia, formada em odontologia, também participa da administração e do planejamento estratégico do negócio.

A granja hoje opera com uma estrutura altamente profissionalizada e acompanhamento técnico contínuo da integradora. Essa parceria trouxe previsibilidade financeira e estabilidade para novos investimentos. “A partir de certo tamanho, é preciso pensar como empresa. Controlar custos, pessoas e resultados”, afirma Fernando.

Sob supervisão de Victor Faverin


🧡 O Interligados – Vida no Campo já percorreu vários estados brasileiros para contar histórias de quem vive no campo. Agora, qual será a nossa próxima parada? Pode ser justamente aí, na sua propriedade!
🔗Clique aqui e preencha o formulário e tenha a chance de receber nossa equipe na sua granja. Queremos te conhecer!