IMUNIZAÇÃO

Qual é o protocolo de vacinação para cada fase dos suínos?

A adoção de um programa de vacinação adequado garante a sanidade do rebanho, reduz perdas produtivas e melhora os índices zootécnicos da granja

Manejo de suínos
Foto: Ligados & Integrados

Os suínos estão expostos a diversos vírus e bactérias que podem comprometer seu desenvolvimento e aumentar a mortalidade dos lotes. A imunização fortalece o sistema de defesa dos animais e previne doenças que poderiam causar grandes prejuízos aos produtores. Mas qual é o protocolo ideal de vacinação para cada fase da criação? Assista ao vídeo abaixo e confira a explicação na íntegra.

O Ligados & Integrados está na tela do Canal Rural de segunda a quinta-feira às 11h45 e sexta-feira às 11h30.

Desde o nascimento, os leitões recebem imunidade passiva pelo colostro da mãe, que os protege nas primeiras semanas de vida. Entretanto, essa proteção natural não é suficiente para garantir a sanidade do rebanho, sendo necessária a implementação de um protocolo vacinal adequado.

Segundo a médica-veterinária Angélica Teixeira, coordenadora técnica de suínos da Boehringer Ingelheim, cada fase da vida do suíno exige uma abordagem diferente para a vacinação, pois os desafios sanitários variam conforme o estágio produtivo.

  • Os leitões enfrentam desafios como diarreias neonatais causadas por bactérias (colibacilose, Clostridium perfringens) e vírus (Rotavírus).
  • A imunidade transmitida pela matriz via colostro é essencial, mas a vacinação prévia das fêmeas gestantes garante maior proteção aos leitões.
  • Nessa fase, doenças respiratórias como Influenza suína e Glässer são comuns, além de infecções entéricas como Salmonella e colibacilose persistente.
  • A vacinação contra influenza e Streptococcus suis é recomendada, além do reforço contra agentes entéricos.
  • O desafio sanitário inclui micoplasma, pasteurelose e actinobacilose (APP), além de reforço contra influenza.
  • A imunização já aplicada na fase de creche desempenha papel crucial na proteção dos animais até o abate.

As vacinas evoluíram para atender às necessidades dos produtores e facilitar a aplicação. Hoje, já existem vacinas que exigem apenas uma dose para proteção até o abate, além de opções orais que permitem a imunização via água, reduzindo o contato e estresse dos animais.

Para que a imunização seja eficiente, alguns cuidados são fundamentais:

  • Monitoramento constante: exames laboratoriais ajudam a identificar as doenças presentes no plantel e a definir um protocolo vacinal adequado.
  • Armazenamento correto: as vacinas devem ser mantidas entre 2°C e 8°C.
  • Treinamento da equipe: a aplicação deve ser realizada por profissionais capacitados.

A adoção de um programa de imunização bem planejado, aliado à biosseguridade e boas práticas de manejo, é essencial para o progresso da suinocultura brasileira.

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