Vacinação reduz mortalidade por salmonela em mais de 50% e blinda bolso do suinocultor

Além de ser um desafio de saúde pública, a salmonelas prejudica o ganho de peso dos animais; estudo prático mostra que a prevenção reduz custos com antibióticos e eleva os lucros.

Vacinação reduz mortalidade por salmonela em mais de 50% e blinda bolso do suinocultor

No mercado da suinocultura, a sanidade é o pilar que sustenta o faturamento. Entre os principais desafios nas granjas está a salmonella, uma bactéria que compromete o desenvolvimento dos lotes, eleva a mortalidade e gera prejuízos severos.

De acordo com Amanda Daniel, coordenadora técnica de suinocultura, a enfermidade acendeu o sinal de alerta no setor a partir de 2011 devido à emergência da Salmonella Choleraesuis, que provoca infecções sistêmicas graves e perdas técnicas avassaladoras.

O grande perigo da doença está nos animais assintomáticos, que não mostram sinais de diarreia, mas funcionam como reservatórios ocultos espalhando a bactéria. Quando o surto se manifesta, o impacto no bolso é imediato: piora a conversão alimentar e o lote para de ganhar peso. Em casos graves, a mortalidade na granja pode superar a preocupante marca de 20%.

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Embora alguns produtores encarem a vacina como despesa, a ferramenta é indispensável diante das normativas atuais que exigem a redução do uso de antimicrobianos. A vacinação atua na prevenção, evitando que o animal adoeça. Assim, a propriedade economiza duas vezes: elimina os gastos com tratamentos curativos e protege o desempenho zootécnico dos leitões.

Um experimento em uma granja comercial mediu esse impacto real. Antes da imunização, a propriedade enfrentava uma mortalidade de 6,51% na fase de creche. Logo após a introdução da vacina, a taxa despencou para 2,97%, uma redução de 54,38% nas baixas. O retorno financeiro baseia-se diretamente no valor dos animais que sobreviveram e chegaram ao final do ciclo, somado ao que se deixou de gastar com remédios.

Apesar dos excelentes números, a vacina não faz milagre sozinha e exige o cumprimento das boas práticas de manejo dentro e fora da porteira. Medidas como a limpeza e desinfecção minuciosa das baias, o respeito ao vazio sanitário e a adoção do sistema “todos dentro, todos fora” continuam sendo as regras de ouro para diminuir a carga bacteriana e assegurar a rentabilidade do plantel.

Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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