MÃO DE OBRA

Cresce contratação de estrangeiros em granjas de aves e suínos do Espírito Santo

Trabalhadores vindos de outros países já representam 12% do quadro de funcionários ao longo da cadeia nos dois setores

A produção de aves e suínos vem crescendo no Espírito Santo a tal ponto que as granjas têm buscado força de trabalho em outros estados e até países.

De acordo com levantamento da Associação dos Avicultores e Suinocultores do Espírito Santo (Aves e Ases), cerca de 8% dos profissionais atuantes nos dois setores vêm de outras unidades federativas do Brasil, enquanto colaboradores estrangeiros representam quase 12% da mão de obra ao longo da cadeia produtiva.

O diretor-executivo da entidade, Nélio Hand, destaca que esse tipo de contratação já é uma prática comum em território capixaba. “Isso não quer dizer que a mão de obra local não tenha capacitação suficiente para atuar na avicultura e na suicultura. Pelo contrário, nós temos pessoas que são referências aqui no estado do Espírito Santo e que são referências também no Brasil.”

Segundo ele, ao mesmo tempo, a adaptação à cultura local e a integração com as comunidades, principalmente quando se tratam de trabalhadores de outros países, exigem ações que garantam acolhimento e inclusão. Por conta disso, as empresas do setor têm trabalhado para facilitar essa integração, considerando aspectos sociais e econômicos.

Hand considera que a chegada de trabalhadores de outros estados e países fortalece o agrocapixaba, mas também exige atenção a desafios como moradia, documentação e integração social. Para enfrentar essas demandas, empresas, entidades e poder público têm trabalhado juntos para garantir acolhimento e qualidade de vida a esses profissionais.