
O Mato Grosso do Sul consolidou um início de 2026 histórico para a proteína animal. O estado não apenas ampliou o abate de frangos em 7%, ultrapassando a marca de 30 milhões de aves nos dois primeiros meses, como também registrou um faturamento recorde: mesmo com o volume de exportação de aves estável, o faturamento saltou mais de 9%, gerando US$ 62 milhões. Esse desempenho reafirma a força do agro sul-mato-grossense, que hoje responde por mais de 94% de tudo o que o estado envia para o exterior.
Na suinocultura, os números são ainda mais agressivos. O setor vive uma expansão acelerada, com um crescimento acumulado de 125% nas exportações nos últimos anos. Em 2025, o segmento movimentou mais de US$ 53 milhões, conquistando mercados exigentes como Singapura, Filipinas e Emirados Árabes Unidos. Esse avanço posiciona o Mato Grosso do Sul como a sexta maior força da suinocultura nacional, mas com uma curva de crescimento que já ameaça os polos mais tradicionais.
Investimento e tecnologia impulsionam o novo polo
O crescimento da produção em MS não é fruto do acaso, mas de uma simbiose entre crédito e tecnologia. O uso estratégico de recursos como o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) permitiu que produtores modernizassem suas granjas, investindo em climatização e automação. Essa eficiência se soma à abundância de grãos no estado, criando um sistema de integração onde a ração está “ao lado” do galpão, reduzindo custos e aumentando a sustentabilidade econômica do negócio.
A gestão do produtor sul-mato-grossense também evoluiu. Hoje, o foco está na biosseguridade e no controle sanitário rigoroso, exigências básicas para manter as portas abertas na China e no Japão. O estado deixou de ser apenas um fornecedor de commodities para se tornar um ambiente de alta tecnologia e valor agregado, atraindo investimentos que profissionalizam cada vez mais a mão de obra no campo.
Rota Bioceânica deve ampliar competitividade
O grande trunfo para os próximos anos está na logística. O setor produtivo aguarda com otimismo o pleno funcionamento da Rota Bioceânica, corredor que promete encurtar distâncias e reduzir drasticamente o custo do frete para os mercados asiáticos. Para um estado que já é competitivo na porteira para fora, a melhoria logística pode ser o diferencial para que o Mato Grosso do Sul suba ainda mais no ranking nacional de produção.
Com a sinergia entre produção de grãos e proteína animal, o estado desenha um futuro de liderança. Para o produtor, o cenário é de otimismo, mas com o alerta ligado para a gestão eficiente e a sustentabilidade, pilares que garantem que o MS continue batendo recordes e alimentando o mundo com qualidade e regularidade.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
